Brexit leva irlandeses a querer viver em Portugal

Brexit Irlandeses
Posté par Inês ALMEIDA Il y a 10 Mois
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Viver em Portugal

O setor da metalurgia leva investidores internacionais a ir viver em Portugal

 

A metalurgia, a indústria portuguesa que mais se destaca nas exportações atrai cada vez mais investimento estrangeiro a Portugal. Primeiro foram os franceses a deixar-se cativar por terras lusas, devido aos benefícios fiscais, e agora são os irlandeses que querem viver em Portugal. Acredita-se que o Brexit seja um fator preponderante nesta equação.

 

O assessor de direcção da Associação dos Industriais Metalúrgicos Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP) disse, em declarações ao ECO, que “estamos a assistir a um fenómeno interessante, não podemos dizer que seja um efeito do Brexit, mas o que constatamos é que estão a aparecer empresas irlandesas com negócios no Reino Unido”.

 

muitas empresas estrangeiras a querer fazer parcerias com empresas portuguesas, de acordo com as afirmações do assessor da direcção da AIMMAP. Desta forma, conseguem levar “por diante as grandes infraestruturas que têm pela frente, um interesse que surge essencialmente por Portugal ter bons players na área das estruturas metálicas”, explica.

 

A Irlanda encontra-se, de momento, a captar a atenção das empresas portuguesas, sendo que a AIMMAP já vai na terceira missão para aquele mercado. Estes movimentos acontecem em paralelo ao investimento de 37,5 milhões de euros pela Sakhti na produção de peças metálicas para automóveis na cidade da Maia.

 

“Há já muitas empresas francesas que devido à atratividade fiscal se estão a deslocalizar para Portugal, nomeadamente para a cidade da Maia e também devido à qualidade da nossa mão-de-obra”, explica Gonçalo Lobo Xavier.

 

Passaporte português está entre os mais cobiçados do mundo

 

A prova de que Portugal é cada vez mais um país que atrai os estrangeiros, é que o passaporte português se encontra entre os mais desejados do mundo, de acordo com o ranking da Nomad Capitalist, que avaliou a atractividade dos passaportes de 199 países. Em conta foram tidos cinco fatores: facilidade de se viajar com esse passaporte, impostos associados à nacionalidade, liberdade dos cidadãos, percepção do país em causa e a facilidade de se ter dupla nacionalidade.

 

Este ranking propõe-se a avaliar o valor de cada nacionalidade no que concerne às liberdades individuais dos seus cidadãos. Portugal surge em 13.º lugar, entre os 199 países, conquistando a nota máxima em dois dos fatores: a percepção do país em causa e a facilidade de se ter dupla nacionalidade. O passaporte português conseguiu uma pontuação superior à Holanda e aos Estados Unidos da América.

 

Fonte: Eco e Jornal de Negócios