Venda de casas de luxo vai continuar a crescer em 2017

Casas de Luxo
Posté par Inês ALMEIDA Il y a 9 Mois
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Investir em Portugal

Optimismo é a o sentimento geral das imobiliárias no que toca à venda de casas de luxo

 

Prevê-se que o segmento de luxo no imobiliário continue a crescer este ano, face ao aumento da procura, especialmente no que toca aos clientes estrangeiros. Os preços praticados em Portugal continuam a estar abaixo das principais cidades europeias. As imobiliárias questionadas pela agência Lusa manifestaram optimismo em relação a 2017 e recordaram os resultados positivos do ano passado.

 

A Porta da Frente Christie’s aumentou as suas receitas e transacções em cerca de 25%, enquanto a JLL, que comprou a Cobertura, aumentou as suas receitas em 30%. A Predibisa, uma imobiliária do Porto, fechou o ano passado com um crescimento de 40% relativamente a 2015 e uma concretização de negócios que ascendeu aos 100 milhões de euros. A Remax Colletion revelou uma subida de 28% em transações e um crescimento de 38% na facturação.

 

As imobiliárias revelaram que os valores médios por transacção oscilam entre os 585 mil euros (Remax), 700 mil (Porta da Frente Christie’s), os 900 mil euros (da Fine&Country). A António Azevedo Coutinho revelou que os seus preços médios rondam os 3500 euros por m2 e os mais elevados chegam aos 6 mil euros por m2, enquanto a Fine&Country aponta como média de preços de imóveis no Porto os 400 mil euros e em Cascais 750 mil euros.

 

O segmento de luxo do imobiliário ganhou um novo fôlego a partir de 2014, de acordo com as imobiliárias, devido ao crescente interesse de comprados estrangeiros, impulsionado por programas governamentais como os vistos dourados e o regime do Residente Não Habitual, assim como a maior projeção do país no estrangeiro, o crescimento exponencial do turismo e os preços abaixo da média europeia.

 

Os principais clientes do segmento de luxo do imobiliário têm sido brasileiros e franceses, mas esta tendência tem-se alargado a outras nacionalidades, como a suecos, sul-americanos, sul-africanos e do médio oriente. A Remax, por exemplo, relatou que entre as suas transações, os portugueses representam 57%, contabilizando também negócios que envolvem russos, britânicos, angolanos e chineses, sendo que estes últimos têm vindo a diminuir a sua representatividade.

 

Os preços estão a acompanhar o aumento da procura no segmento do imobiliário, sendo que já ultrapassaram os níveis anteriores à crise financeira. No entanto não se prevê uma escalada nos preços, por haver projetos que nivelam a oferta e a procura e por a maior parte das vendas nos últimos anos não recorrerem a qualquer tipo de crédito, o que indica que não há possibilidade de qualquer bolha imobiliária.

 

Fonte: Expresso