Preço das casas no Algarve vai subir por falta de oferta

Preço Casas Algarve
By Inês ALMEIDA . 3 years

Registou-se um aumento de transações no Algarve pelo 16.º mês consecutivo

 

A escassez de oferta de habitação no Algarve continua a ser um dos principais fatores a influenciar o aumento dos preços, num cenário de crescimento da procura. Esta foi a principal conclusão retirada do último Portuguese Housing Market Survey, um inquérito mensal de confiança realizado pela Confidencial Imobiliário (Ci) e pelos RICS junto de mediadores e promotores imobiliários.

 

“Para os agentes inquiridos, a escassez da oferta é a principal restrição à sua atividade e também o principal fator que está a determinar a evolução dos preços. Esta situação deverá dominar as tendências nos próximos meses”, afirma Ricardo Guimarães, Diretor da Ci. Acrescenta ainda que “os preços estão a começar a subir de forma generalizada em todo o território nacional e já não só nas principais cidades, o que pode induzir um ponto de viragem no mercado”.

 

O diretor da Confidencial Imobiliário considera que “este contexto pode impulsionar o desenvolvimento e o financiamento de novas casas, reduzindo assim o desajustamento entre a oferta e a procura”. No entanto Ricardo Guimarães ressalva que “tal vai demorar a acontecer”.

 

Para os próximos 12 meses, os inquiridos prevêem um aumento dos preços das casas de 4% em todo o país. Num horizonte de cinco anos, espera-se um aumento médio de 5% ao ano. Em Maio verificou-se novamente uma pressão sobre a oferta, com as colocações de casas para venda a cair nos últimos dois meses, sendo que a região do Algarve foi aquela que teve a maior quebra.

 

Simultaneamente, as vendas continuaram a subir pelo 16.º mês consecutivo e a procura por parte de novos compradores manteve um crescimento sólido, sendo Lisboa a região que registou maior aumento da procura. Em termos de venda, tanto o Algarve, como o Porto, como Lisboa registaram aumento de transações e prevê-se que esta tendência se mantenha nos próximos meses.

 

Relativamente ao mercado de arrendamento, a procura por parte dos arrendatários também continua a crescer, embora tenha caído ligeiramente no mês de Maio. Em sentido contrário, a oferta por parte dos proprietários continua a descer de forma acentuada, um desequilíbrio que, tal como se verifica no mercado de compra e venda, tem mantido as expetativas relativas ao crescimento das rendas em alta.

 

Fonte: Região Sul