Subida dos preços das casas leva pessoas para a periferia

Preços das Casas
Posté par Inês ALMEIDA Il y a 3 semaines
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Imobiliário Portugal

Jovens são os principais afetados pelo aumento dos preços das casas

 

Os preços das casas cada vez mais elevados têm afastado os portugueses do centro de Lisboa. Devido à falta de oferta, a maioria das pessoas procura casa nas periferias das cidades portuguesas. Segundo o último estudo da Century 21 Portugal, o primeiro semestre de 2017 mostram que, ao longo destes meses, o valor médio de arrendamento a nível nacional se fixou nos 680 euros, o que corresponde a um aumento de 10% relativamente à média de 620 euros registada no período homólogo de 2016.

 

“A atual oferta do mercado de arrendamento não é suficiente, nem adequada, para dar resposta aos níveis de procura dos consumidores portugueses, o que provoca um aumento sistémico do valor médio do arrendamento”, lê-se na análise da Century 21 Portugal. Há vários exemplos reais a provar esta tendência. Um T2 em Lisboa, por exemplo, costumava arrendar-se por €700/mês, agora pode chegar facilmente aos 1300 euros mensais.

 

A maior procura de arrendamento verifica-se, naturalmente, no centro das principais cidades do país, de forma mais acentuada nas que possuem pólos universitários. O arrendamento a universitários é fácil, rentável e tem muita procura. Daí os mais penalizados com a inflação de preços serem mesmo os mais jovens.

 

“Se considerarmos o valor médio de oferta em Lisboa ou no Porto, chegamos rapidamente à conclusão de que a maior parte dos jovens portugueses não têm, de todo, condições para suportar rendas daquela dimensão, sendo habitual juntarem-se em apartamentos, arrendando quartos. No entanto, esta é uma situação que, por vezes, sai da esfera dos jovens para se estender a pessoas adultas, e por vezes, em situações mais complexas, até a famílias”, explica Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária em Portugal (APEMIP).

 

Relativamente à compra de imóveis, a maior procura regista-se da parte das famílias portuguesas de classe média. Estas procuram especialmente imóveis dos segmentos médio e médio baixo, de acordo com a real capacidade financeira, uma evidência que justifica o decréscimo dos valores médios dos imóveis vendidos.

 

Fonte: Sol