Valor do IMI aumenta 632 milhões de euros na última década

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Par Inês ALMEIDA Il y a 1 an
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Câmara Municipal de Lisboa é a que cobra o maior valor de IMI

 

No período entre 2006 e 2016, últimos dez anos, o valor do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) cobrado pelas autarquias aos contribuintes aumentou 73,8% o que corresponde ao valor de 632 milhões de euros. No entanto, em 2016 a receita total do IMI desceu quando comparada ao ano anterior, passando de 1,53 mil milhões de euros para 1,48 mil milhões de euros.

 

De acordo com o Anuário Financeiro dos Municípios 2016, a quebra anual de 2,9% do valor do Imposto Municipal sobre Imóveis cobrado justifica-se com o facto de haver pedidos dos proprietários para revisão do valor. Outras razões para esta quebra são a redução por parte dos municípios da taxa a aplicar e as reduções da taxa relacionadas com as condições do agregado familiar.

 

No seguimento da análise do comportamento das autarquias relativamente ao valor da taxa de IMI cobrada em 2016, o Anuário Financeiro dos Municípios 2016 concluiu que 264 autarquias não baixaram o valor da taxa aplicada. No entanto, 223 destes municípios apresentaram uma diminuição do montante cobrado.

 

Apenas 44 municípios no país decidiram baixar a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis a aplicar em 2016, dos quais 42 apresentaram também uma diminuição do valor total cobrado. São contabilizadas apenas duas autarquias, Óbidos e Maia, que baixaram a sua taxa de IMI e, apesar disso, apresentaram um aumento do valor cobrado aos contribuintes.

 

Os municípios que cobraram a maior taxa de Imposto Municipal sobre Imóveis foram Lisboa, Cascais e Sintra. A Câmara de Lisboa, liderada por Fernando Medina, foi a autarquia que obteve a maior receita com este imposto em 2016, tendo arrecadado 114 milhões de euros. Esta é seguida por Cascais, de Carlos Carreiras, com 50,3 milhões de euros, e Sintra, com um total de 49,5 milhões.

 

 

O que é o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI)?

 

O IMI é um imposto municipal que incide sobre o valor patrimonial tributário dos prédios (rústicos, urbanos ou mistos) situados em Portugal. Este imposto entrou em vigor em 2003 e sofreu modificações em 2017 com a criação do imposto adicional ao IMI.

 

 

Fonte: Correio da Manhã