Taxa de juro do crédito à habitação volta a subir

Crédito à habitação
Posté par Inês ALMEIDA Il y a 2 semaines
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Pela primeira vez em três anos, a taxa de juro do crédito à habitação regista um aumento

 

A taxa de juro implícita no conjunto dos créditos à habitação voltou a subir em Julho, invertendo a tendência de descida que se registou nos últimos três anos. Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que a taxa aumentou 1,009% em Julho, mais 0,2% que no mês anterior (1,007%). Em consequência disso, a prestação média acabou por subir, embora muito ligeiramente, reflexo da recuperação das taxas Euribor.

 

Até Julho deste ano, a última subida desta taxa foi registada em Julho de 2014, tendo aumento nessa data para 1,516%. A taxa de juro do crédito à habitação estabilizou em Maio de 2017, tendo voltado a descer em Junho, mas a evolução das taxas Euribor, que se encontram associadas a quase 90% dos créditos em Portugal, fizeram com que pela primeira vez desde Julho de 2014 se registasse um agravamento dos custos dos créditos.

 

“Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro implícita desceu 8,5%, passando de 1,766% em Junho para 1,681% em Julho”, lê-se no relatório do INE. Para o financiamento de aquisição de habitação, a vertente mais relevante do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos foi 1,029%, mais 0,2% que em Junho (1,027%).

 

Apesar dos bancos portugueses estarem a apostar, de momento, no crédito com taxa fixa, os empréstimos com taxa variável ainda dominam. Depois de um período em que registaram uma queda acentuada, que as colocou praticamente em números negativos, estas estabilizaram, registando pequenas variações mas sempre em níveis inferiores a zero. Atualmente, a taxa a três meses está em -0,328%.

 

Relativamente à prestação média das habitações, esta foi de 238 euros em Julho, um euro acima do valor registado em Junho. “Já para os contratos celebrados entre Maio e Junho, o valor médio da prestação fixou-se nos 302 euros em Julho, menos três euros que o observado no mês precedente”, explicita o INE. O capital médio da dívida, por seu turno, aumentou para a totalidade dos contratos, 60 euros face ao mês anterior, para 51 592 euros.

 

Fonte: Idealista