3500 legalizações para Alojamento Local entre Maio e Julho

Alojamento Local
Posté par Inês ALMEIDA Il y a 3 Mois
Catégories :
Imobiliário Portugal

“84% do Alojamento Local está concentrado em meia dúzia de freguesias de Lisboa e tenta-se encontrar um culpado fácil para o problema da habitação”

 

O Alojamento Local (AL) não dá sinais de ir abrandar tão cedo. Segundo Eduardo Miranda, presidente da Associação de Alojamento Local em Portugal (ALEP), arrendar casas a turistas não é a “galinha dos ovos de ouro”, como muitas pessoas julgam. Em entrevista ao Dinheiro Vivo, o responsável afirmou que foram feitas 3500 legalizações de imóveis entre Maio e Junho de 2017.

 

“A nossa estimativa é que o Alojamento Local representa 40% da oferta turística e 30% das dormidas”, afirma Eduardo Miranda. “Conseguimos apurar isso em Lisboa através da taxa turística. No ano passado, dos 13,5 milhões de euros de taxa, 4,5 milhões vieram do Alojamento Local. Com um detalhe: o AirBnb só começou a cobrar a taxa em maio”, acrescenta.

 

Segundo o responsável da ALEP, “foram feitas 3500 legalizações entre o final de Maio até ao final de Julho. Foi a maior acção de sempre de legalização do Alojamento Local.” O ritmo de crescimento das licenças no primeiro trimestre de 2017 foi semelhante ao período homólogo do ano passo, até que a partir de Maio, quando foi anunciada a obrigatoriedade de colocar o registo nos sites de reserva, os registos passaram de 10% para 77%. No entanto, a oferta continua a ser superior ao número de registos.

 

A maior polémica em torno do Alojamento Local tem-se restringido particularmente à cidade de Lisboa, que permanece no centro das atenções. De acordo com Eduardo Miranda, “há Alojamento Local em 1390 freguesias e todo o debate está circunscrito a quatro ou cinco”. O responsável explica que é no caso das freguesias de zonas históricas que o AL se cruza com o debate da habitação. “84% do Alojamento Local está concentrado em meia dúzia de freguesias de Lisboa e tenta-se encontrar um culpado fácil para o problema da habitação.”

 

Para o responsável da ALEP, “os desequilíbrios que se observem têm de ser tratados com soluções locais e não com receitas nacionais”. Caso as propostas dos partidos sejam discutidas sob pressão e num contexto político precipitado, “estão a correr o risco de destruir um setor fundamental da economia nacional”, alerta.

 

 

Fonte: Dinheiro Vivo