Imóveis em Portugal atraem investidores do Médio Oriente

Investidores Estrangeiros
Posté par Inês ALMEIDA Il y a 2 semaines
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Investir em Portugal

90% das transações de imóveis em Portugal foram protagonizadas por investidores estrangeiros

 

Os imóveis em Portugal continuam a despertar um interessente crescente por parte dos investidores estrangeiros. O investimento vem de todas as partes do mundo, incluindo do Médio Oriente e da Ásia, afirmou Pedro Coelho, administrador da Square, responsável pela gestão do fundo CA Património Crescente, ao Jornal de Negócios em entrevista.

 

De acordo com o empresário, os investidores estrangeiros estão atentos ao mercado português e até podem estar a fazer negócios de forma “um bocadinho exagerada”, considera. Pedro Coelho adiantou também que 90% das transações no mercado imobiliário português foram protagonizadas por investidores estrangeiros, mas acredita que os fundos nacionais, por terem maior conhecimento do mercado, estão em vantagem para fazer melhores negócios.

 

“Mas 90% do investimento foi feito por capital estrangeiro. Esse capital estrangeiro também é um bocadinho diferente do que era o capital estrangeiro pré-crise. Havia fundamentalmente alemães, um ou outro fundo inglês ou americano. Hoje em dia há uma diversidade muito maior do capital. Há também capital do Médio Oriente, da Ásia, que veio para cá. Houve fundos mais oportunísticos que começaram a comprar imóveis para depois vender. Nesta fase, esses fundos que compraram há dois ou três anos, já estão a vender a fundos mais clássicos”, explicou Pedro Coelho.

 

O responsável considera positiva a existência de investidores diferentes, mas tem algumas ressalvas. “Claro que há um trabalho de aprendizagem para esses investidores que estão a chegar. E muitos deles vão fazer alguns erros, o que é normal quando se vai para um país novo. Os fundos nacionais têm algum capital de acréscimo, de vantagem, porque já estão no mercado há muito tempo. Muitos passaram por um período complicado porque não tinham liquidez, mas o ‘know-how’ permanece. Passando o problema da liquidez passam a estar mais disponíveis para fazer transações e se calhar em melhores condições do que alguns investidores estrangeiros, que se calhar compram num nível um bocadinho exagerado”.  

 

Fonte: Idealista