Crowdfunding imobiliário, uma nova forma de investir no setor

Crowdfunding Imobiliário
Posté par Inês ALMEIDA Il y a 1 Semaine
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Imobiliário Portugal

O crowfunding imobiliário agita o setor e tem crescido 20% por ano

 

O crowdfunding, uma forma de angariar financiamento para um projeto através de uma comunidade que partilha os mesmos interesses, já chegou ao setor imobiliário português. O termo crowdfunding começou por estar associado ao financiamento de projetos, como filmes ou livros. No entanto, há um outro tipo de crowdfunding, cujo modelo de financiamento é mais elaborado, como o equity crowdfunding, a atividade da plataforma luso-britânica Seedrs ou o financiamento de negócios através da bolsa portuguesa de empréstimos Raize.

 

Atualmente, dentro dos empréstimos coletivos, existe também o crowdfunding imobiliário que se afigura, para alguns, como uma alternativa ao financiamento bancário. Este começa a agitar o mercado imobiliário português que, de acordo com os dados da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), tem crescido cerca de 20% por ano, com o investimento total realizado em 2016 a rondar os 17 mil milhões de euros. Grande parte deste investimento tem sido feito por investidores estrangeiros.

 

Nos Estados Unidos, as plataformas de real estate crowdfunding cresceram para cerca de 3,5 mil milhões de dólares (2,9 mil milhões de euros) em 2016, de acordo com os cálculos da Forbes. Ao todo, estima-se que a indústria de crowdfunding chegue a valer mais de 300 mil milhões de dólares (252 mil milhões de euros) em 2025, com os mercados do imobiliário online a representar uma boa fatia deste crescimento.

 

Relativamente ao contexto português, no final de 2016 surgiu a Portugal Crowd, uma plataforma online portuguesa de crowdlending imobiliário que permite a qualquer investidor emprestar entre 50 a 2499 euros a outra pessoa que pretenda comprar ou requalificar um imóvel. A única condição é a de “ser registada uma garantia hipotecária como garante do pagamento do empréstimo”, afirma Artur Mendes, cofundandor da Portugal Crowd.

 

Nos negócios fechados na Portugal Crowd, “o retorno anual bruto prometido ronda aos 6% e 9% com risco de perda total ou parcial do capital investido, estando “a taxa média bruta alcançada até ao momento nos 7,55%”, de acordo com o fundador Bruno Libreiro. Desde o seu lançamento, a Portugal Crowd realizou 18 oportunidades de investimento, financiando mais de 200 mil euros ao todo.

 

Fonte: Dinheiro Vivo