Rendas aumentam 70% no comércio em Lisboa nos últimos 5 anos

Rendas no Comércio
By Inês ALMEIDA . 3 years
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As zonas onde as rendas no comércio são mais caras são o Chiado e a Baixa

 

As rendas prime do comércio lisboeta estão como o resto do setor imobiliário em Portugal, desde 2012 que têm vindo sempre a subir. Nos últimos cinco anos, o valor das rendas cresceu em média 70%, sendo que se antes as rendas andavam à volta dos 75 euros por m2 por mês, neste momento os espaços comerciais custam cerca de 130 euros mensais.

 

Segundo a consultora JLL, esta subida galopante deve-se às alterações efetuadas na lei do arrendamento urbano. Outros fatores são o crescimento exponencial do turismo em Lisboa, a reabilitação urbana e as mudanças nos hábitos de consumo e estilo de vida. O aumento dos preços dos espaços comerciais premium é uma das conclusões do estudo realizado pela JLL, divulgado no Real Estate Summit, um evento dedicado ao imobiliário que teve lugar no Estoril.

 

“A alteração à lei do Arrendamento Urbano no final de 2012 foi uma das principais razões para que este formato despertasse o interesse dos retalhistas e emergisse definitivamente como uma opção nas estratégias de implantação das marcas em Portugal",  explicou a Head of Retail da JLL, Patrícia Araújo, citada em comunicado. 

 

Segundo o Market 360º, o mais recente relatório de mercado da JLL, a renda prime do comércio de rua no Chiado já chegou aos 130/m2/mês nos primeiros seis meses deste ano, o que corresponde a um aumento de 8,5% face ao período homólogo do ano passado. Na Baixa o aumento foi ainda mais acentuado, rondando os 10%, de 90 euros/ m2/mês para 100 euros/ m2/mês.

 

As rendas nos restantes destinos de compras têm-se mantido estáveis. A Avenida da Liberdade mantém-se nos 90 euros/ m2/mês, o Príncipe Real ronda os 40 euros/ m2/mês, no Cais do Sodré paga-se à volta de 35 euros/ m2/mês e na Rua Castilho o preço anda à volta dos 30 euros/ m2/mês.

 

De acordo com o estudo da JLL, a procura de espaços comerciais é muito superior à oferta nas zonas do Chiado e da Baixa, o que acaba por desencadear a subida das rendas. Não obstante, devido ao encerramento de várias lojas e à reabilitação de edifícios, espera-se a abertura de novas lojas nestes dois destinos comerciais.

 

 

Fonte: Idealista