Chegam 24 novas casas ao mercado imobiliário por dia

Mercado Imobiliário
Par Inês ALMEIDA Il y a 1 an
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Para já não se prevê uma estabilização dos preços no mercado imobiliário português

 

Apesar da reabilitação urbana ser a área mais em alta no mercado imobiliário português, especialmente em Lisboa e no Porto, há cada vez mais projetos de construção de raiz em zonas emergentes e com capacidade construtiva. De acordo com a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), foram licenciados nos primeiros oito meses do ano 12 347 fogos, sendo que 8 392 destes são correspondentes a construção nova. Destes, 5 809 têm como propósito servir de habitação familiar.

 

Em 2017, surgem em média 24 unidades de habitação nova por dia. De acordo com as declarações de Reis Campos, presidente da CPCI, ao jornal Expresso, “O licenciamento total de obras [entre públicas e privadas] nos primeiros oito meses do ano registou um crescimento de 13,4% face ao valor apurado no período homólogo do ano passado. E o crescimento das licenças de obras de construção nova é, no mesmo período, de 20,1%. Há, sem dúvida, um grande aumento de construção nova para habitação familiar”.

 

As imobiliárias confirmam a tendência de uma maior procura de terrenos este ano, com o objetivo de construir de raiz pequenos condomínios de luxo. Para Manuel Neto, responsável por várias agências da Engel & Völkers, 2018 vai ser um ano de viragem relativamente aos novos projetos que não se inserem no ramo da reabilitação urbana. “Vai haver um novo boom de construção. Há muita procura para o segmento mais alto, mas é uma tendência generalizada também para projetos destinados ao segmento médio”, afirma Manuel Neto.

 

Apesar do reforço da oferta imobiliária, para já não se prevê uma estabilização dos preços. “Os preços vão acompanhar a subida do mercado. A construção nova vai, para já, acompanhar essa subida”, diz o responsável da Engel & Völkers ao Expresso. Rafael Ascenso, diretor da Porta da Frente/Christie’s, por seu turno fala na expansão imobiliária para bairros como Graça, Campolide ou Santa Apolónia. “São zonas que vão absorver a procura que existe. A realidade é que esta dinâmica está a expandir-se para fora do centro, e nestes locais é ainda possível encontrar terrenos para construir de raiz.”

 

 

Fonte: Expresso