Agente Imobiliário Lisboa - Agência Luxus

Posté par Joana CIDADES Il y a 10 Mois
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Entrevistas Lisboa


 

Respostas dirigidas ao Apartamentos Lisboa com o objectivo de obter informações sobre o mercado imobiliário em Lisboa.

Entrevista a Pedro Novais da LUXUS

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A Luxus é uma empresa que opera desde 1991 e que está, neste momento, com um escritório em Cascais mas que tem cá uma representação em Lisboa. E vai ter mais. A Luxus começou com o foco principal no mercado de luxo. Evidentemente que nunca deixámos de tratar de nenhum tipo de propriedades que nos fosse entregue por algum dos nossos clientes. Tudo sempre baseado na nossa base de confiança pessoal.

 

A certa altura houve uma grande expansão da Luxus, em 98 na altura do Expo. Um pouco antes fizemos a comercialização da Quinta Patine, no Estoril. E depois claro, tivemos outras propriedades que foram vendidas noutros pontos do país. Mas, principalmente, em Lisboa e Cascais. Há uns novos projetos a que a Luxus está ligada que ainda abrirão mais portas. Sendo que o foco principal da Luxus tem sido este, a base de confiança dos clientes na equipa que têm à disposição.

 

 

Como é que caracteriza o mercado imobiliário neste momento?

 

Eu penso que nós somos um país muito pequeno e não temos espaço para erros. Comecei a trabalhar em 82, na Quinta do Lago. Tive larga experiência e assisti a coisas que não devia ter assistido. Inclusivamente entre a Quinta do Lago e Vale do Lobo. Dois excelentes empreendimentos, um mais turístico e um mais residencial. E quando digo isto, digo que nós que tanto gostamos de seguir o que é bem-sucedido, e que não é erro nenhum se se copiar bem, mas já é um erro exagerar. E foi isso que aconteceu com a maioria dos empreendimentos que se situam entre Vale do Lobo e a Quinta do Lago.

 

Descaraterizou toda aquela zona. Tudo pode conviver bem, as altas densidades e as mais baixas densidades, mas têm de estar bem organizadas. Quando é feito de uma forma anárquica, como foi o caso, e o resultado final é péssimo, é horrível. Porque deixa de se ter uma visão global da zona, não há urbanismo que resista. Há edifícios na nossa costa, do Estoril, prédios que são verdadeiros horrores e que deviam ser implodidos. E é muito curioso que hoje, eles destacam-se cada vez mais, pelo cuidado que é posto nos novos. Portanto, não temos margem para erro.

 

Há determinadas zonas que têm de ser mais cuidadas do que outras. Porque vão marcar uma zona e fazer cicatrizes que são mais tarde irrecuperáveis. E isto tem a ver com o valor da zona, que é algo de que muitas vezes não nos apercebemos. Um prédio muito feio numa avenida de Lisboa pode desvalorizá-la. Ali ao pé do Campo Pequeno temos alguns exemplos disso. Os prédios bonitos de Lisboa foram substituídos. Na Avenida da Liberdade, alguns têm sido recuperados e bem.

 

Não sou revivalista, gosto de projetos de arquitetura modernos, mas temos de saber respeitar. Era a mesma coisa que construirmos edifícios de fachada de vidro na Baixa Pombalina. Tudo tem o seu lugar e é necessário que os urbanistas da câmara e os arquitetos o façam bem. Porque nós somos muito pequenos e não temos margem para errar.

 

 

Nota um “boom” no mercado imobiliário em Lisboa, um interesse crescente por parte dos investidores?

 

Sim, felizmente. Aliás, a economia portuguesa vive muito do exterior. Temos recebido bastantes pessoas que se querem instalar em Portugal. Tiveram uma boa surpresa, a maior parte deles. Pensavam que isto era um país muito diferente do que era na realidade e estão contentíssimos com a qualidade de vida que podem ter. Preços, assistência médica, condições para que as pessoas possam fixar-se em Portugal.

 

Como somos pequenos, aqui nas zonas centrais os preços subiram de uma forma, em determinadas zonas justificada, noutras se calhar sobreaquecida. Por isso as pessoas têm de ser bem aconselhadas. Daí o mercado imobiliário ter de ser acompanhado por profissionais que sejam capazes de olhar para os clientes e respeitá-los, no sentido de não os estar a aconselhar mal um cliente que amanhã pode vir a ter um problema.

 

Há determinadas zonas de Lisboa que justificam plenamente os preços, assim como em Cascais, com preços perfeitamente normais. A mim não me choca nada termos propriedades à venda por 30 milhões de euros. Porque nós temos qualidade para isso. Não é muito diferente ter uma casa aqui ou no sul de França, se tiver as mesmas condições e for uma casa extraordinária em cima do mar, por que não ter o mesmo valor? Porque nós temos qualidade para isso. Temos campos de golfe, temos hotéis, temos uma qualidade extraordinária numa série de infra-estruturas que nos permite hoje falar nesses preços.

 

Já nas outras zonas circundantes em Lisboa tem de se ter cuidado e perceber o que se está a comprar. E aí os agentes imobiliários têm de ter cuidado. Mais uma vez, os erros pagam-se caros. Depois surge esse tipo de notícias de que o mercado enlouqueceu e que os preços dispararam. Temos de estar atentos, porque estamos num mercado global e a informação hoje corre com uma velocidade extraordinária.

 

apartamentos-lisboa.com - Fevereiro 2017


 

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Pedro Novais