Preço da dívida portuguesa no valor mais baixo desde 2000

Dívida Portuguesa
Posté par Inês ALMEIDA Il y a 2 Mois
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Custo da dívida portuguesa desce pelo terceiro ano consecutivo

 

O custo médio da dívida portuguesa continua a descer, já pelo terceiro ano consecutivo. Este situa-se no preço mais baixo desde a entrada no euro. Um dos fatores que contribuiu para tal foi o facto de o Tesouro ter aproveitado as condições de financiamento favoráveis proporcionadas pela atuação do BCE, assim como a melhoria do rating.

 

Outra das medidas que levou ao decréscimo dos juros da dívida foi o Estado ter substituído os empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI) por dívida mais barata. Ainda assim, Portugal tem a fatura com juros proporcional à economia mais elevada da zona euro.

 

Em 2017, o Tesouro pagou 2,6% em média pela nova dívida, de acordo com os dados provenientes de uma apresentação a investidores feita pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP). Esta é a taxa mais baixa verificada nos últimos anos, tendo contribuído para baixar o custo médio da dívida de 3,2% em 2016 para 3% em 2017.

 

A dívida alcançou, desta forma, o valor mais baixo desde o ano de 2000, perfazendo menos de metade do custo médio da dívida em 2011, o ano em que disparou a crise financeira em Portugal e que o país pediu resgate ao FMI. Com as baixas taxas de juro, o Tesouro pôde acelerar a estratégia de reembolsos ao FMI, tendo substituído os empréstimos concedidos pela instituição pelos mais baixos do mercado, uma estratégia que voltou a ser seguida no final deste ano.

 

A substituição dos juros pagos pelo empréstimo ao FMI por outros mais baixos, permitiu baixar a fatura total que o país paga pelos empréstimos da troika. Nos primeiros dez meses de 2017, esses empréstimos custaram 1,38 mil milhões de euros, menos 210 milhões que no período homólogo do ano passado. Este ano, a fatura total com juros da dívida deve cair em 192 milhões de euros para 7,13 mil milhões de euros, de acordo com o Orçamento de Estado.

 

 

Fonte: Dinheiro Vivo