Nos Açores já há 1631 casas em regime de Alojamento Local

Imobiliário nos Açores
Par Inês ALMEIDA Il y a 10 Mois
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Os Açores estão a atrair alemães, franceses e italianos que procuram segunda residência

 

O crescimento do mercado imobiliário não se restringe apenas a Portugal continental, mas também às ilhas. O impulso dado pelo turismo também se tem feito notar nos Açores. O setor renasceu, sobretudo em São Miguel, e também em Santa Maria, no Pico e na Terceira. “Segundo os dados estatísticos oficiais, desde 2014 que o mercado imobiliário nos Açores tem vindo a crescer. Esta subida evidenciou-se de forma mais acentuada em 2016, com um crescimento de 31% no número de imóveis transacionados”, diz Ricardo Resendes, diretor da Century 21 Azor, ao jornal Expresso.

 

Uma das consequências mais notórias do aumento do turismo nas ilhas é o crescimento do Alojamento Local. De acordo com a Associação do Alojamento Local em Portugal, no final de novembro existiam 1631 unidades de alojamento local na região, 764 em São Miguel, 317 no Pico e 219 na Terceira, que se dividem entre quartos, moradias, apartamentos, hospedagens e hostels. “Muita gente faz alojamento local, utilizando as poupanças que tem. O que tem levado à reabilitação do centro”, explica o responsável da RE/MAX Ilha.

 

O Alojamento Local ou os equipamentos turísticos são mesmo o primeiro objetivo da compra, seguido pela habitação própria, o arrendamento e o investimento de longo prazo. Não são apenas os portugueses que estão de olhos postos nas ilhas, mas também os turistas que vêm a Portugal à procura de segunda habitação, de países como a Alemanha, Rússia, França, Itália e Bélgica, e os emigrantes ou descendentes, vindos da América do Norte, nomeadamente dos EUA e Canadá.

 

De acordo com a Century 21 Azor, há dois perfis principais de compradores de imobiliário nos Açores: “Os que procuram maior qualidade de vida, associada ao sossego e à tranquilidade” e os que prevêem “o potencial do arquipélago e o seu crescimento em termos de turismo”. No entanto, apesar dos preços dos imóveis terem crescido entre 2 e 5% face a 2016, verificou-se um aumento dos investimentos, devido à escassez de imóveis para arrendamento e à abertura da banca ao crédito à habitação, assim como ao aumento de poder de compra da população.

 

 

Fonte: Expresso