Para investir no imobiliário não tem de ter a conta recheada

Housers
Posté par Inês ALMEIDA Il y a 1 Semaine
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Investir em Portugal

Housers é a nova startup que pretende democratizar o investimento em imobiliário

 

Gostava de aproveitar os ventos de bonança que abundam no mercado imobiliário português, mas não tem fundos para o fazer? Pois bem, saiba que isso não é assim tão linear. E tudo graças à Housers, uma startup financeira que nasceu em Espanha, já entrou em Itália, e agora está a entrar em Portugal. O objetivo desta empresa passa justamente por democratizar o investimento em imobiliário.

 

Este é um modelo diferente dos tradicionais de compra de casa para revenda ou arrendamento. Nesta startup, a aquisição é feita num regime de crowdfunding, ou seja, de financiamento coletivo. A Housers veio para Portugal devido ao crescimento que o setor imobiliário português viveu em 2017, sendo que os dados preliminares da APEMIP mostram que este cresceu cerca de 30% em vendas, especialmente nas zonas de Lisboa e Porto. Os preços acompanham este renovado interesse.

 

Na primeira venda que fez em Portugal, a Housers conseguiu angariar 193 mil euros em menos de um mês. Este imóvel foi comprado por 453 investidores, sendo que 4% destes (20) são portugueses. O investimento médio foi de 400 euros, mas é possível investir a partir dos 50 euros. Quando a startup chegou a Portugal, metade dos investidores ainda eram espanhóis.

 

Qual é a mais-valia deste tipo de investimento? Os retornos, de acordo com João Távora, responsável pela Housers em Portugal. Estes são bem mais avultados que os parcos juros oferecidos por outras aplicações financeiras. “O imobiliário sempre foi um setor relativamente seguro. É claro que há picos, mas tem uma grande vantagem em relação a outro tipo de produtos ou aplicações financeiras, por exemplo, ações. Investir numa ação pode significar perder o dinheiro todo. No imobiliário, a casa pode desvalorizar? Sim. Mas nunca vai valer zero”, explica.

 

Para já, a expetativa da Housers em Portugal é de conseguir captar mais investidores. De momento, a fintech já conta com 800 a mil portugueses, num universo total de 73 mil investidores. Para o responsável de operações, “o objetivo até final de 2018 é chegar aos 11 mil investidores nacionais”, sendo que as análises apontam para um crescimento do mercado imobiliário português nos próximos três a cinco anos.

 

 

Fonte: Dinheiro Vivo