Portugal vai pagar 2% de juros por dívida emitida a dez anos

Dívida Portuguesa
Posté par Inês ALMEIDA Il y a 2 semaines
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Emissão já registou ordens de compra superiores a 17 mil milhões de euros

 

Portugal começa 2018 nos mercados de dívida com uma emissão de dívida a dez anos. A estreia do país foi marcada pela forte procura dos investidores nas obrigações portuguesas. Aquando da colocação da dívida no mercado, a taxa final da operação ficou ligeiramente acima de 2%. A emissão já registou ordens de compra superiores a 17 mil milhões de euros. Para já, ainda não se sabe qual o montante total que o IGCP irá colocar, mas em 2017, numa operação similar, obteve três mil milhões de euros.

 

A taxa swap a dez anos, prazo a que Portugal está a fazer esta emissão de dívida, está a 0,92%. Inicialmente, os investidores estão a exigir um prémio de 120 pontos base, mas o prémio já baixou para 114 pontos, o que significa que a taxa a pagar pelo IGCP deverá ficar nos 2,06%. Esta é uma evolução muito positiva relativamente ao ano passado, em que se pagou 4% numa emissão idêntica.

 

No ano passado, a 13 de janeiro, o Tesouro português levantou 3 mil milhões de euros em títulos com maturidade a dez anos e pelos quais pagou um juro de 4,227%. Desde essa data, os juros da dívida nacional têm vindo a baixar nos mercados internacionais, o que é um resultado direto do crescimento económico que se tem feito sentir em Portugal, que fez com que agências de rating como a S&P e Fitch tirassem o país da categoria de "lixo".

 

Para realizar a primeira operação de financiamento do ano, o país recorreu a um sindicato bancário, tendo sido aberta uma nova linha de obrigações que servirá de referência para o prazo a dez anos. Barclays, Citigroup, Crédit Agricole, Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Novo Banco são os bancos selecionados para colocar estes títulos. Estes vão atingir a maturidade em 17 de outubro de 2028 e chegarão ao mercado com um rating de Ba1/BBB-/BBB.

 

Brevemente saber-se-á qual vai ser o montante a levantar pelo IGCP. Os analistas do Commerzbank apontam para um montante entre os 3 milhões de euros e os 3 e 500 milhões de euros, semelhante ao montante resultante de uma operação similar realizada em 2017.

 

 

Fonte: Eco

Inês ALMEIDA
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