Estrangeiros compraram 25% dos imóveis vendidos em 2017

Estrangeiros em Portugal
Par Inês ALMEIDA Il y a 1 an
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Investir em Portugal

Franceses e brasileiros são os maiores compradores estrangeiros de imóveis em Portugal

 

Já sabíamos que Portugal estava na mira dos investidores estrangeiros, mas os resultados do ano passado vieram confirmar ainda mais essa ideia. Sabemos que os estrangeiros foram responsáveis pela compra de um quarto das casas vendidas em 2017. Os maiores compradores foram os franceses, seguidos pelos brasileiros, de acordo com a APEMIP, a associação que representa os imobiliários e promotores. Temos de ter ainda em consideração que os preços das casas em Portugal não têm parado de aumentar.

 

“Os estrangeiros já valem 25% do mercado, ou seja, um quarto das casas foram compradas por estrangeiros”, afirma Luís Lima, presidente da APEMIP, ao Diário de Notícias.  Em 2017, as vendas de imóveis subiram entre 25% e 30%, o que na prática significa que devem ter sido vendidas mais 23 500 casas do que em 2016 pelas imobiliárias e promotoras. “É um aumento dentro do que prevíamos e que permite antecipar que, neste ano, o imobiliário irá crescer novamente”, acrescenta.

 

Apesar de os preços das casas em Portugal não pararem de subir, ainda se encontram bastante abaixo dos praticados no resto da Europa. Por isso, este aumento de preços não é um fator que demova os estrangeiros. Em Lisboa, o preço por metro quadrado fixou-se, em dezembro de 2017, nos 2796 euros, de acordo com o Índice de Preços da Habitação medido pelo Idealista. Esta é uma subida de 36,92% face a dezembro de 2016 e representa a maior subida registada no país.

 

 

Além de os preços praticados em Portugal ainda serem atrativos em comparação com os demais, os estrangeiros vêm para o país à procura de qualidade de vida, segurança e bom clima. “Os ativos imobiliários valorizaram o País. O imobiliário está a ser a árvore das patacas, mas tem de haver investimento no combate à escassez da oferta para a classe média portuguesa”, sublinha Luís Lima, que considera que os preços em Lisboa estão cada vez ao alcance de menos gente.

 

Fonte: Dinheiro Vivo