Valor do crédito à habitação é o mais alto em sete anos

Crédito à Habitação
Par Inês ALMEIDA Il y a 10 mois
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Portugueses estão a comprar mais casas devido à retoma da economia e às baixas taxas de juro

 

O crédito à habitação não para de aumentar em Portugal, fruto da retoma do setor imobiliário. Este aumentou quatro vezes nos últimos cinco anos, desde 2012. O valor dos empréstimos em Portugal é mesmo o mais elevado dos últimos sete anos. Este cenário explica-se pela retoma da economia e do emprego, pelas baixas taxas de juro e também pela crescente valorização dos imóveis. Contudo, Luís Lima, presidente da APEMIP, afirma que “não há sinais para alarme”.

 

Depois da crise financeira que assolou Portugal em 2011, os bancos decidiram voltar a facilitar o crédito para a compra de habitação. Em 2017, os bancos portugueses emprestaram 8259 milhões de euros para a aquisição de casa, o que corresponde a um aumento de 327% relativamente aos 1935 milhões contabilizados no ano de 2012. Estas são as conclusões retiradas dos dados do Boletim Mensal da Economia Portuguesa, elaborado pelo Gabinete de Estratégia e Estudos,

 

Para Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), é necessário “desmistificar estes dados”. O presidente garante que não há "sinais para alarme". Acrescenta ainda que "em 2012 tínhamos um país intervencionado, não havia crédito". Para Luís Lima, o número de empréstimos para a compra de casa " não significa uma recuperação", pois os valores emprestados estão muito longe de se assemelhar aos valores pré-crise.

 

"Está-se a partir de uma base muito baixa", sublinha Luís Lima. Em 2007 foram emprestados 19 630 milhões de euros pela banca, um valor muito superior, recorda. Para o responsável, não está à vista um cenário de crédito malparado. “O crédito que se está a conceder hoje não é crédito fácil", disse, sublinhando que atualmente os bancos "já não emprestam 100% do valor da casa”. “As avaliações são restritivas, os compradores têm de ter 20% a 30% do montante para o sinal”, explica.

 

Fonte: Diário de Notícias