Governo quer aumentar oferta habitacional em Lisboa

Oferta Habitacional
Par Inês ALMEIDA Il y a 9 mois
Catégories :
Últimas Notícias

A secretária de Estado da Habitação quer duplicar parque habitacional com apoio público

 

Aquando da Conferência da Promoção Imobiliária – “Os Fazedores de Cidades”, a secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho (na foto), centrou-se na Nova Geração de Políticas de Habitação. Para a governante, é essencial aumentar o parque habitacional com apoio público, para que o mercado possa disponibilizar mais 170 mil casas nos próximos oito anos, duplicando os números atuais.

 

“Temos de ter consciência da responsabilidade de todos e cada um na construção das cidades e no seu desenvolvimento, para que este seja um desenvolvimento sustentável, diverso, mas não desigual, para que no final o seu resultado seja uma melhoria da qualidade de vida de quem vive, trabalha e estuda nas cidades”, explicou Ana Pinho. “Foi a partir deste prisma que foi pensada a Nova Geração de Políticas de Habitação”.

 

A secretária de Estado da Habitação considera muito importante o apoio público, destacando a necessidade de “articular de forma profunda aquilo que é a política pública nacional com aquilo que são as políticas de desenvolvimento local e com o que são as atividades próprias do setor privado”. Para Ana Pinho é fundamental todos os promotores "trabalharem juntos”.

 

“Consideramos que é fundamental aumentar a oferta habitacional com apoio público de 2% para 5%. A nível europeu é uma meta modesta – a média europeia situa-se acima dos 12% –, mas para Portugal é mais que duplicar num período entre oito a dez anos o parque atual com apoio público. Em números são 170.000 habitações que nós gostaríamos de acrescentar às que já existem com apoio público”, considera a governante.

 

Um dos “desígnios nacionais” passa por fazer crescer o setor de arrendamento em Portugal. Ana Pinho considera que o regime de casa própria que vigora em Portugal “é extremamente rígido”, pois a mobilidade das famílias, assim como as suas aspirações, não se coadunam com este modelo. Neste sentido, a governante destacou modelos como o Programa de Arrendamento Acessível, que visa oferecer uma nova oferta habitacional a custos reduzidos.

 

 

Fonte: Idealista