Lisboa já tem preços das casas semelhantes aos de Paris

Investidores Estrangeiros
Par Inês ALMEIDA Il y a 8 mois
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Investir em Portugal

Franceses continuam a ser os principais investidores estrangeiros a adquirir casa em Portugal

 

As casas em Portugal estão cada vez mais caras, isso já não é novidade. E esta subida já não é notada só pelos portugueses, mas pelos estrangeiros também. Os investidores estão a ponderar melhor antes de adquirirem casas em Portugal. “Temos tido casos de clientes estrangeiros que depois de uma semana de visitas dizem: lamento mas, neste momento, em Portugal, já não vamos investir”, disse Miguel Tilli, fundador da Home Lovers, ao Dinheiro Vivo.

 

Em 2017, uma em cada cinco casas em Portugal foi adquirida por investidores estrangeiros. Houve mais brasileiros a comprar habitações no país, mas os franceses continuam a ser a maioria. Os motivos? O sol e, principalmente, a segurança que o país oferece continuam a ser os principais fatores de atração. O preço já não é o principal fator a ter em consideração, até porque este já é semelhante em algumas zonas de Lisboa e do Porto aos das grandes capitais europeias.

 

“Temos zonas de Lisboa que começam a ser equiparadas aos 11 mil, 12 mil euros por metro quadrado das zonas mais chiques de Paris, onde o preço médio no primeiro trimestre se fixou nos 10 500 euros. Estamos a atingir valores que nunca pensámos há ano e meio”, conta o fundador da Home Lovers. “Muito recentemente um cliente disse-me que já não queria investir em Lisboa e que ia antes comprar casa em Paris”, acrescenta.

 

Devido à subida dos preços, as casas em Portugal estão a demorar mais tempo a vender. A subida dos preços começa a refletir-se no tempo que os imóveis demoram a ser adquiridos. “Já tivemos captações de dois dias, mas atualmente já são precisos um a dois meses”, diz Nuno Gomes, da Remax Prestige, acrescentando que houve uma diminuição da procura depois da desistência de “quem tinha dinheiro para investir e não encontrava nos investimentos financeiros a solução ideal”.

 

Apesar do aumento dos tempos de venda, estes ainda estão longe de se equiparar aos registados durante a crise. Com a reabilitação de imóveis numa excelente fase, o tempo médio de venda de um imóvel foi de seis meses em 2017, ao passo que em 2014 levava o dobro do tempo. A APEMIP, a associação que representa os profissionais da mediação imobiliária, prevê que o mercado continue a crescer durante os próximos dois anos.

 

 

Fonte: Dinheiro Vivo