Reabilitação urbana em alta nas Avenidas Novas em Lisboa

Reabilitação Urbana
Par Inês ALMEIDA Il y a 1 Mois
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Imobiliário Lisboa

Tendência começou nas zonas histórias e está-se a alargar a outras zonas com potencial

 

A reabilitação urbana tem registado um crescimento expressivo em Lisboa, em particular nas Avenidas Novas. Esta foi a zona que registou o maior aumento dos preços médios de oferta de apartamentos integrados em projetos de reabilitação nos últimos dois anos, com uma subida de 9,8% para 6056 euros por metro quadrado (m2).

 

As Avenidas Novas são cada vez mais um destino de investimento para a reabilitação residencial, disponibilizando 14% da oferta em comercialização atualmente (10% em 2017). Estas conclusões foram retiradas da edição deste ano do estudo “Reabilitação para Uso Residencial em Lisboa”, que resulta de uma parceria entre a Prime Yield e a DLA Piper.

 

“O investimento em projetos de reabilitação para uso residencial continua a exibir um elevado dinamismo em Lisboa, com os preços dos apartamentos integrados neste tipo de empreendimento a exibirem crescimento em todas as zonas analisadas, ao mesmo tempo que o investimento tende a apresentar uma distribuição cada mais equilibrada entre as diferentes zonas”, explica a Prime Yield em comunicado.

 

De acordo com este estudo, a principal zona de investimento em reabilitação com fins habitacionais na cidade de Lisboa continua a ser o eixo Baixa-Chiado-Avenida da Liberdade  (centro histórico), que concentra 60% da oferta em venda. No entanto, esta zona tem menos “peso face a 2017, quando era destino de 71% da oferta, o que evidencia uma tendência de maior dispersão da oferta para as outras três zonas, que aumentaram as suas quotas como destino de investimento”. 

 

Os maiores aumentos da reabilitação urbana deram-se nas Avenidas Novas (de 10% em 2017 para 14% em 2018), na zona de Arroios-São Vicente-Penha de França (de 10% em 2017 para 15% em 2018) e na zona da Estrela-Campo de Ourique (de 9% em 2017 para 11% em 2018).

 

“A reabilitação começou nas zonas históricas e é normal que, com a consolidação do mercado, o número de oportunidades nesta zona fique mais limitado e os investidores comecem a alargar o seu foco para outras zonas com potencial”, conclui Nelson Rêgo, CEO da Prime Yield.

 

 

Fonte: Idealista